Sei que ficou temerosa
De voltar ao nosso castelo
de garrafas e pontas de cigarros.
De tornar a sonhar com a estética
das formas estranhas do mundo,
passando madrugadas
exalando fumaça.
Agora junto as garrafas
aos montes e
todas as pontas que restam.
Estou tornando sólida
a base do nosso castelo,
enfeitando-o,
armando-o,
tornando-o nosso lar.
Pois, muito embora eu ame a noite,
e sempre tenha desejado uma
infinidade de mulheres,
prometo a você que estarei só,
sem tocar minha boca em
outra que não seja a sua.
Estarei lhe aguardando.
Ascendendo um cigarro no outro,
bebendo litros de cachaça,
e sonhando com as manhãs
onde poderei acordar e
respirar o perfume do suor
que sai da sua nuca.
(Jorge Elô)